O que dizer do show dessa quinta (03/06/2010) no Opinião?
Bem, foi “The Best Show Ever“!!! Hihihi
Tá, eu sei que cada show mais recente que a gente vai com quem se gosta (e o povo do PFC é “the best too”), é sempre o melhor! Hihihi
Mas, dito isso, este show teve algo de “especial“.
Não sei dizer porque.
Se foi pelo tempo que não tinha show no Opinião, que já tem uma “vibe especial“.
Ou foi porque justamente depois desse tempo, geral já sabe cantar as músicas do “Chiaroscuro”.
Ou ainda, por ser “niver” do Martin, todos já estavam em ritmo de festa.
Sei lá, hihihi.
Como meus sobrinhos (os verdadeiros, hihihi, Julinha e Fernando) tinham aula na manhã seguinte, estava resignado a ir sozinho e só encontrar o povo lá.
Por sorte o Vini (novo em Porto Alegre), mais um casal de amigos, topou ir com o velhinho! Hihihi. Valeu Vini!!
Assim, me adequando ao horário e ansiedade deles, hihihi, quebrei minha rotina de shows e fui relativamente cedo.
Às 19:30 estávamos lá na porta, para um show que deveria começar somente às 23h.
Mas valeu a pena, pois tivemos então a oportunidade de encontrar muitas das “carinhas” que gosto tanto!
Muito papo, muita risada, uma vibe ótima!
Desculpem o velhinho aqueles que não reconheci ou não tive a oportunidade de conversar um pouco.
Acumulada à minha “mosquice” normal, hihihi, em dia de show fico um “moscão” de marca maior!
Entrados no Opinião, boa parte se “amontoa” junto à grade, hihihi, e então fico eu circulando por algumas horas
Mais, muuuuitos, hihihi, “Oi Tio!” e “Tiiiiooo!!”, hihihi, já me sinto em casa!! Adoro todos vocês!!
A casa começa a encher e, de repente, está lotada!!
Galera agitada e esperando, aguentando uns “AC&DC” velhos de guerra no telão, hihihi.
O povo do novo fc da Pitti Antunes, organizada como sempre, mandando muito bem com um “balonaço” para o Martin.
Bem, aquela expectativa gostosa de espera de todo show.
Aparece então um “apresentador” (quem é aquele cara, gente?).
Bate uma saudade enorme da intro da Linda Scott, que fazia nosso coração apertar um pouquinho!
E finalmente entra a Pitty!!! Histeria geral!!! Hihihi
Eles entram “atacando” com 8 ou 80 e a galera vai à loucura!!
Como disse antes, esse tempo sem show no Opinas permitiu que todo mundo conhecesse as letras, e vi pela 1ª vez a galera cantando TUDO junto.
É uma emoção da “p*rr*”!!!
Logo abaixo, coloco um set-list das músicas.
Se alguém que estava lá achar que faltou alguma, ou está errado, avisa!!
Destacando no show, fora a música, o ótimo humor da Pitty e dos guris, em especial o aniversariante, Martin.
Primeiro ela “tirou uma” com o figurino de “pin-up”:
Mentiram “prá” mim! Me falaram que “tava” frio “pá” caramba. Mentira!! Me encheram de roupa! Aí tive de ficar sem a parte de baixo!
Hihihihi A galera foi à loucura!!! Hihihihi
Eu não tenho culpa, gente! Olha, eu tentei… Sou uma garota direita… Sabe. E poxa!! Ninguém me ajuda!!
Hihihihi
Compartilho com ela esse gosto pelo estilo “pin-up”, e o figurino estava incrível.
Depois ela “aprontou” maravilhosamente com a celebração do niver do Martin.
Explicando do que se tratava, para uma gurizada, ela fez uma “cover” perfeita do famoso ”Happy Birthday” interpretado pela Marilyn Monroe para o presidente Kennedy.
Só que a Pitty substituiu o final do “Mr. President” por um carinhoso:
Happy Birthday, Dear Fucking Guitar Player! Happy Birthday to you!
Foi fantástico!!
Finalizando o show, teve talvez o momento mais apoteótico de todos!
Confesso que só de lembrar eu me emociono. Hihihi
Neste momento, a Pitty se despediu e apresentou como última música do show a “Me Adora”.
Cara!!! O chão tremeu!! Juro!!
Desde o começo, o Opinas INTEIRO cantou junto!
Olhava para os lados e, em todo lugar, todo mundo cantava, muitos aos prantos de pura emoção!
A Pitty no palco se entregava completamente, e a galera acompanhava em euforia!
A cada vez que entrava o refrão, o Opinas parecia que ia explodir, com todo mundo berrando a letra!
Então, na última passada, a banda parou e a galera cantou sozinha:
“QUE VOCÊ ME ADORA
QUE ME ACHA FODA
NÃO ESPERE EU IR EMBORA PRÁ PERCEBER
QUE VOCÊ ME ADORA
QUE ME ACHA FODA
NÃO ESPERE EU IR EMBORA PRÁ PERCEBER”
A Pitty, que acompanhou visivelmente emocionada, arrematou:
Eu não espero, não! Vocês são foda, prá caralho!!
WOW!!!
E a banda voltou com tudo para encerraram a música com todo mundo acompanhando, com mais prantos ainda, hihihi.
Terminada a música, Pitty agradeceu e foi se abraçar com Joe e Martin, acabando por se jogar abraçados sobre a batera do Duda.
Levantando, Pitty saiu enquanto os meninos se recuperavam e Martin ficou solando ainda sentado no chão.
FODA!!
Estava terminado o show!
Mas ninguém do público estava saindo… Gritavam os básicos “Mais um” e “Bis”! Hihihi
E eles voltaram!! Eba!!! Hihihi
Complementaram com duas músicas e, aí sim, o show terminou!!!
“THE BEST SHOW EVER”!!!!
Depois do show, deu para sentir que, muito em função do niver, seria “brabo” entrar no camarim.
Não consegui entrar com o povo do PFC que normalmente vai junto.
Desculpem todos que não deu!! Sério! Senti muito a falta de vocês!
Ainda consegui que a Juliana chamasse nosso parceiro Luciano, presidente do Pitty Forever, e deu. Sinto muito mesmo.
Lá dentro, de cara encontrei o aniversariante Martin “The Man”, hihihi, que me recebeu maravilhosamente.
Entreguei meus “presentes chinélos”, hihihi:
- um DVD que editei de todas as músicas da 1ª temporada do GLEE, com um vídeoclip para cada uma e cópias em MP3;
- um DVD de um documentário sobre e com o Leonard Cohen.
Não fazia idéia se ele iria curtir, mas educadamente ele disse ter adorado ambos. Espero mesmo que goste!
Conversamos um pouco enquanto a Pitty, visivelmente exausta, atendia um povo enorme, hihihi.
Troquei um abração com meu querido Joe, magérrimo, hihihi.
Não identifiquei em lugar nenhum o Duda, em um camarim que é minúsculo e estava lotadaço! Volto a isso, hihi.
Enfim a Pitty me recebeu, e eu ia me limitar à velha “fotinho, beijinho e tchau”, hihihi, mas ela, ainda se recuperando, recebeu um “hot-dog” e pediu para esperar.
Assim, enquanto ela atacava o “hot-dog”, hihihi, tivemos a oportunidade de ficar conversando.
Basicamente amenidades, hihihi, mas lembrei de perguntar sobre Gramado, e vamos começar uma campanha para que eles venham!!
Comentei sobre o apelidos de “Tio Rico” e “Tia Pitty” e ela disse que mata quem chamar ela de “Tia”, estão avisados!! Huahahaha!
Ainda falei que me chamam de “Tio Rico” desde meus 17 anos (ainda explico aqui), quando comecei a dar aulas.
Terminado o “hot-dog”, que também havia levado ao papo de dietas, hihihi, finalmente foi “fotinho, beijinho e tchau”, hihihi.
Na saída ainda tive a oportunidade de me apresentar ao Lobatto, que não conhecia pessoalmente, e finalmente identifiquei o Duda!
Ele estava quase “disfarçado”, hihihi, com um capuz na cabeça.
Abracei e saí.
Encontrei Vini, Leti, Dã (que estava no camarim) e o resto da gurizada lá fora.
Desculpei-me de não ter sido possível eles entrarem juntos.
Leti e Dã disseram que iam para a festa de niver, e Vini disse que ia atrás, o que me tranquilizou.
Saiu a van com a banda e fui para casa, recuperar-me pelos próximos dias, hihihi.
Até o PRÓXIMO SHOW, que espero que seja então o THE BEST, hihihihi.
Set-list do show:
8 ou 80
Memórias
Medo
Fracasso
Admirável
Semana Que Vem
Água Contida
Na Sua Estante
Máscara
Desconstruindo Amélia
Brinquedo Torto
Trapézio
Rato na Roda
Sob o Sol
Anacrônico
Pulsos
Todos Estão Mudos
Me Adora
Retorno:
A Saideira
Seu Mestre Mandou
Beijos e abraços.
Tio Rico
Fundador e Moderador do Pitty Fã Clube
Post tags:

O Rio de Janeiro, pra mim, é sempre lindo. Cheguei por lá na quarta feira desta vez, a história inteira tá no meu blog aqui. Deixo por aqui apenas os relatos sobre o show da Pitty no Viradão Carioca, que foi de tirar o fôlego!

No sábado eu e Flavia Temporal acordamos em um gás diferente. Era a Pitty que subiria no palco mais tarde, paixão mútua de ambas, em plena Praça XV que sabíamos que estaria lotada. Fomos na casa da Jé dar aquela aquecida e partimos pra buscar o Johny nas barcas. Ao chegar, coisa de dez minutos antes do combinado, aproveitamos pra olhar o palco. Qual foi a minha surpresa ao reparar que, às 16h, já tinham pessoas agarradas na grade! Okay, pensei, podem ser fãs de qualquer outra coisa. Mas infelizmente nessas horas o estereótipos não se deixam passar em branco, e a Pitty era a única atração rock’n roll da noite. Show marcado para meia noite e meia, aliás. Nessa hora eu notei que o bicho ia pegar com força a noite, mas vamos que vamos. Catamos o Johny, voltamos em casa pra tomar um banho e voltamos pra Praça XV por volta de 19h. Tuntz tun bombando, eu não conseguindo ficar parada mesmo, música eletrônica já é paixão antiga. Me segurava um pouco por ter noção de quantas horas eu ainda passaria em pé, era bom economizar. Sei que mais cedo conversava com o Johny sobre um outro porre que tomei uma vez, e comentei com ele sobre aqueles melzinhos de cachaça. Passou um cara vendendo e não resistimos, compramos um pra dividir. Cachaça com licor de menta. Faz bem pra garganta, rapaz!
Uma coisa que me “surpreendeu” bastante foi o show da Sandra de Sá. As aspas são por saber de velha que a mulher é boa mesmo, sempre foi. Mas ao vivo foi lindo. Como sempre falo, né, o artista se faz no palco. E o show dela quase me deixou satisfeita pela noite.
Depois de mais eletrônico, foi a vez de As Chicas subir no palco. Achei maravilhoso o som delas, mas meio “tapa buraco”. Não tinha a ver com o clima, acabou ficando meio perdido. Mas valeu a pena conhecer. Depois, quando eu puder ouvir com mais calma, tenho certeza que vai conquistar meu coração om força.
E aí começa a correria. Cara, meia noite em ponto, a equipe da Pitty tinha meia hora pra montar o palco que eles costumam levar duas horas pra organizar. Foi bom né, que pelo menos não tivemos que aguentar eles fazendo piadinhas com a cara de quem tá esperando como costuma rolar. Até o Duda voltou aos tempos de início de carreira e foi, por conta própria, ajustar a bateria. Com dez minutos de atraso, apenas, o show começou. Sei que eu tô adorando demais essa turnê Chiaroscuro, porque a gente nunca sabe o que vai acontecer. Cada show é um repertório, numa ordem diferente. Esse começou com Memórias e terminou com Pulsos, com covers de Pink Floyd (Another Brick in the Wall pt. II) e trecho de Bob Marley (Them Belly Full). Só me incomodei com a distância até o palco, a energia não é a mesma, mas vale. O público tava respondendo muito bem, mesmo sendo um show gratuito onde vai muita galera nada a ver. Mas essa galera era minoria mesmo por lá. Posso dizer que, independente das outras atrações, foi a Pitty que lotou a Praça XV.
Acabado o show, que teve cerca de uma hora e meia de duração, decidimos sumir dali. A próxima atração seria MV Bill, e eu já tava vendo aqueles brutamontes soterrarem a gente pra se aproximar do palco. Eu, Flavia e Johny, o super trio, partimos pra Lapa. Não sabia se era a fome ou a dor nas pernas que falava mais alto. Okay, era a vontade de fumar um cigarro. Abandonei os dois e fui caçar tabaco. Quando volto, a Flavia mais parecia um zumbi. Achamos melhor levantar acampamento até que passamos na frente de um inferninho, uma banda underground tocando, e adivinha? Era Nirvana! Na mesma hora acordamos e voamos lá pra dentro. O cara ainda mandou um Pearl Jam que fez a minha noite, além de outros covers fodões. Quando saímos de lá, ainda consegui pegar o finalzinho do show do Playmobille no palco dos Arcos, no Viradão Carioca. Infelizmente, só o finalzinho mesmo. Demos algumas risadas com os bêbados na Lapa e fomos dormir, quase seis horas da manhã.
Domingo éramos cadáveres, né. Fomos levar Johny nas barcas, até estranho olhar a Praça XV depois de tudo. Parecia tão pacífica…

Post tags:

Show da Pitty na Girus já é um clássico. Por se tratar de uma Disco Show, a casa tem várias pistas de dança temáticas, além de 3 ambientes para show. O que agrada ao público diverso, e como sabemos, também a banda J. E por ter uma grande infra-estrutura, atrai pessoas de todo o Estado, principalmente de BH. E não deu outra: público mineiro compareceu em peso, esgotando os ingressos!Entramos assim que a boate abriu, para o devido aquecimento na pista. O show começou relativamente cedo, com 8 ou 80, levando  toda a lotação que estava dispersa na casa, ao local do show principal. E era MUITA gente! A banda estava super a vontade, afinal, já são de casa, e o repertório fluiu naturalmente. Repertório extenso, aliás, com direito a “Sob o Sol” e cover de “Bad Romance” em Máscara. E ficou mais claro do que nunca como “Me Adora” é uma música que extremamente subjetiva, ao ser cantada em uníssono por todos ali, do inicio ao fim.
O show acabou. Alias, acabamos juntos. Sem pista de dança pós-show. Afinal, já amanhecia e a estrada de volta pra casa esperava. Fade out!

P.S: A banda teve que passar pela boate anos 80 para chegar ao camarim, e confesso que foi um pouco triste ver a falta de educacao de muitos ali, tumultuando tudo.

Set-list (meio fora de ordem):

8 ou 80
Memórias
Medo
Fracasso
Admirável Chip Novo
Semana Que Vem
Trapézio
Na Sua Estante
Brinquedo Torto
Máscara (Bad Romance)
Desconstruindo Amélia
Rato na Roda
Déjà Vu
Sob o Sol
Todos Estão Mudos
Me Adora
Pulsos

Mais uma por conta da Renata, Representante do PFC-MG!

Post tags:

Vinil Chiaroscuro

Vinil Chiaroscuro

Confesso que não fui com a cara do Chiaroscuro de primeira. Ouço Pitty desde os 14 anos, acompanhei álbum por álbum e acabei deixando o pré-conceito falar mais alto (eu também tenho meus momentos de fraqueza, com licença). Reclamei que não tinha peso, que era lento, blablablá. Mas não foi difícil me apaixonar pelo álbum quando o escutei em um momento mais introspectivo. Deixei meus olhos se acostumarem com as sombrar e enxerguei o que estava no escuro o tempo todo. O peso estava ali, sempre esteve. Eu é que estava leve demais pra alcançá-lo lá no fundo…
Ao vivo isso se confirma, mais uma vez. O dia é 05 de março, no Circo Voador, Rio de Janeiro. É o terceiro show da turnê Chiaroscuro que eu tenho o prazer de presenciar, e este mais especial por ser o lançamento do disco de vinil. Não resisti e desembolsei cinquenta reais de cara para adquirí-lo, sem nem pensar muito pra não mudar de idéia. Só precisei garantir que ele estava em um local seguro e parti pra frente do palco. Notei que o Circo estava mais vazio do que o de costume, o que foi uma coisa boa para evitar maiores hematomas. Não que tivesse pouca gente por lá, muito pelo contrário; apenas quero dizer que as pessoas que lá estavam cabiam naquele espaço.
O repertório eu achava que conhecia, mas já esperava surpresas. Entre o lançamento em outubro até o show que assisti em Macaé em janeiro já deu pra notar que a Pitty estava mudando detalhes importantes de seu repertório. E mesmo que esperadas, as surpresas me pegaram de jeito.
Foi um show para fãs. O repertório passeou pela carreira da Pitty com um turbilhão. O público ajudou, a galera toda sabia o que queria e porque estava ali. Ela super à vontade. Músicas como Ignorin’U e Déjà Vu me pegaram de surpresa. Equalize fora do repertório, algo que eu não via há muitos anos. Tivemos direito até a Sob o Sol e um cover de Bad Romance da Lady GaGa, como uma forma de mandar pro inferno todo esse pessoal chato que fica torrando com o assunto no Formspring. Bis porrada com Seu Mestre Mandou. Não abriu roda, a multidão inteira se transformou em uma roda. Era tudo uma coisa só. Cada um ali, as músicas, o palco, as luzes, o suor. Lindo, como tinha de ser.

Este post é em homenagem a Flavia Temporal. Essa menina foi, definitivamente, a melhor coisa que aconteceu na viagem. Nosso fim de semana foi uma aventura total… Além do show e das risadas, ficamos presas juntas em um Rio de Janeiro alagado pela chuva, levamos três horas pra fazer um caminho de vinte minutos, nos esprememos em um táxi, sobrevivemos, passamos um domingo “sem fazer nada”, apenas estando, apenas vivendo… E é assim que a gente descobre o que é, de verdade, viver.
Lógico que não posso deixar de citar a Gal, a Lívia e o Vandim, que entraram no mesmo ônibus que eu e toparam as minhas loucuras desde o início.

Vocês me dão força, me dão vontade.

Post tags:

Na minha vida, shows da Pitty sempre consistem em aventuras. Por alguns instantes eu achei que poderia ser diferente dessa vez, mas definitivamente existem coisas que não podem ser mudadas.

Sábado, dia 16 de janeiro de 2010. Eu acordei cedo para trabalhar, fui levando a mochila pesada com tudo que eu poderia precisar no fim de semana. Contei os segundos, como sempre. Alguns cigarros depois, eu estava na rodoviária acompanhada dos meus dois fiéis escudeiros, Gal e Vandinho, entrando no onibus para Macaé. Fones de ouvido, os quatro albuns da Pitty em aleatório, e minha felicidade ao notar que o motorista completou a viagem com apenas uma hora e meia de estrada. Na rodoviária de Macaé, esperei o Renan, vindo do Rio, para completar a gangue.

Tudo certo, fomos para o hotel. Havíamos ligado antes para fazer as reservas, mas o lugar só aceitava com cartão de crédito e a mocinha no telefone garantiu que encontraríamos vaga. Pois é, não encontramos. Por sorte, destino ou sei lá, atravessamos a rua e encontramos uma pousada pelo mesmo preço e com direito a café da manhã. Beleza, é aqui que a gente fica! =D

Liguei pra Rê (PFC-MG), ela nos encontrou com umas amigas e fomos almoçar no McDonalds, típico de turistas que não fazem a menor idéia de onde encontrar boa comida em um lugar. Nisso ela contou que a Pitty tava no twitter, falando que tava tendo um casamento no hotel onde ela ficou, e a galera tava fazendo o maior escândalo pra ela descer pra festa. A parte boa é que a Pitty tava virada do show na noite anterior e não conseguia dormir por causa do barulho. (aqui, aqui e aqui). Falamos um pouco, comemos e voltamos pra pousada pra tentar segurar um pouco da energia pra mais tarde.

O local do show era basicamente enorme. De graça né, em um FestVerão, não podia ser pra menos. Legal foi que Campos em peso desceu pro show, e eu aproveitei pra espalhar sobre o PFC e convidar algumas pessoas. Me agarrei na grade e ali fiquei. Encontrei mil conhecidos, fumei mil cigarros, e a ansiedade bombando. Já tinha pelo menos uns três anos desde a última vez que eu pude realmente curtir um show da Pitty, sem baderna ou empurra ou gente me soterrando. A banda de abertura mandou bem, tal de Black Caviar, só achei o show demorado demais. Mas às vezes nem demorou tanto assim, eu é que tava na pilha mesmo. Até que o locutor anunciou o início do show, eu vi o Joe chegando pra pegar o baixo, e aí a madrugada começou.

O repertório foi um pouco diferente do show de lançamento da turnê que eu vi no Rio. Detalhes apenas. Ela abriu com “8 ou 80″ e mandou músicas de todas as épocas. Improvisou até um Pink Floyd, “Another Brick in the Wall”, com um esquema de luzes que me deixa tonta só de lembrar. “Trapézio”, “Fracasso”, “Máscara” no meio do show, “ACN”, “Brinquedo Torto”, e eu pirando. Em “Equalize”, Pitty se atreveu a buscar alguém no meio da galera pra cantar com ela. E foi justamente o Zeh, amigo carioca de anos que conheci em uma das filas do Circo Voador. Ele mando absurdamente bem, aliás. Saca só o vídeo:

watch?v=YPqhuuaKBD4

Quando foi se aproximando do final, eu tava sentindo falta de “Me Adora”. Me desculpem qualquer coisa, mas eu acharia péssimo se Pitty terminasse com uma música que não tem o menor clima pra fechar um show como o dela. Passou “Todos Estão Mudos” (que pelo visto nem estava no repertório a princípio) e ela avisou que tocaria a última música. E foi ela mesma, “Me Adora”. Quando acabou, permaneci no mesmo lugar, agarrada na grade, olhando pro palco com uma sensação de que não podia ter acabado daquele jeito. O público fez coro de “mais um” e eu me surpreendi ao ver os meninos voltando pro palco, seguidos pela Pitty, pra tocar um bis de “podreiras; nada de hits, agora só tem lado B” segundo a própria: “A Saideira” e “Seu Mestre”. E acabou. Agora, sim, com um ótimo final.

Agarrei o Renan e a Gal pelo braço e corri pra trás do palco. Encontrei a Rê no caminho, que facilitou muito a minha passagem pelos seguranças brutamontes e entrei. O primeiro que eu vi foi Joe, que mal me deu oi e perguntou se minha tatuagem era de verdade. Conversamos um pouco e fomos esperar a boa vontade de mais um seguranças brutamontes de nos deixar passar pra ver a Pitty. E nada. Chuto que ficamos cerca de uma hora esperando, em pé, depois de um show que absorveu todas as nossas energias. Mas valeu. Estávamos esperando do lado do ônibus, e eu só pensei “cara, ela TEM que passar por aqui em algum momento”. As outras pessoas foram desistindo e quando tinham cerca de dez pessoas, ela saiu. COmo não tinha multidão nem estardalhaço, a Pitty parou pra tirar fotos e dar uma atenção pros que permaneceram ali (e isso com o segurança no meio do caminho). Eu só esperei uma oportunidade pra chamar a atenção dela. Daí foi lindo, né! Ela me reconheceu na hora, segurou a minha mão e me puxou pra longa das garras do brutamontes, já me abraçando e falando um “Quanto tempo!” que conseguiu me emocionar. Falamos um pouco, agradeci pelo show que foi exatamente o que eu precisava depois de todo aquele tempo, e saí com um sorriso enorme no rosto. Sensação de missão cumprida como eu não sentia há anos, saca?

No dia seguinte, eu era só dores no corpo. Hoje, três dias depois, não consigo pisar com a perna direita sem sentir um tijolo na minha panturrilha. Mas quer saber? Cada uma dessas dores me lembram aquele abraço que eu já nem esperava e que me fez tão feliz.

E na cabeça… só aquela sensação de que eu faria tudo de novo, tudo…

Post tags:

Show da Pitty é sempre uma aventura. Principalmente quando o tal show é numa cidade há 300km da minha, onde moram pessoas que eu não vejo há pelo menos dez meses.
Saí de casa umas 7h da manhã, sem dormir direito por ansiedade. Tudo isso pra pegar estrada por volta das 8h e tentar chegar no Rio até 13h. Atrasos sempre precisam acontecer, e acabou que tudo se enrolou o suficiente pra eu só conseguir chegar na porta do Circo por volta das 17h. Pelo menos deu tempo de comer e fazer tudo com calma, né. Chegando lá, a Mille, a Ju e o Johny já estavam no lugar combinado me esperando. Ainda tivemos que nos livrar de uns cambistas aproveitadores até todo mundo comprar seu ingresso e a gente relaxar.
Esse ano a fila começou a se formar coisa de duas horas mais cedo que o normal. Cara, e como chovia! No dia anterior eu tinha comentado com a Flávia que por experiência, todo show da Pitty tem que chover pra ser perfeito. A essa altura já tava todo mundo encharcado, e os mesmos cambistas aproveitadores passavam toda hora tentando empurrar sombrinhas e capas de chuva pra gente. Fico pensando aonde esses caras tinham tanta porcaria guardada pra vender, viu?!
Quando liberaram a fila, foi aquela correria de sempre pre chegar lá na frente. Até aí, ainda tava tudo ótimo. Mas o Circo foi enchendo, enchendo, e de repente era impossível se mecher. Antes do show a galera já se empurrava, tava tenso mesmo!
Aí a Pitty entrou no palco. Linda, cantando “8 ou 80″. E o Circo explodiu. Durante as três primeiras músicas, não dava pra fazer nada além de tentar se manter em pé. Ainda tentei levantar um cartaz do PFC, mas ele quase foi detonado pela galera e eu acabei jogando-o em cima do palco. Quando olhei pra trás, não tinha mais ninguém perto de mim. Cada um arremessado pra um canto até a galera diminuir a pressão. Depois, acho que o pessoal cansou de se socar e parou um pouco. Aí um dos meus amigos me achou, e ficamos nós dois lá na frente.
A Pitty estava bem solta, como costuma ser no Circo. Conversando banstante com a galera, e botando uma energia fora do comum na voz. Os meninos também com uma presença de palco incrível, cantando junto, agitando o pessoal… Eu estou feliz de ter visto o desenvolvimento da banda em vários aspectos naquele palco. O repertório estava maravilhoso, a sequência de músicas foi extremamente bem escolhida. Dava pra sentir só nas melodias a idéia do Chiaroscuro, os conflitos de som o tempo todo, e aquela energia correndo em todo mundo por ali.
E tinha muita gente com todas as letras já na ponta da língua, o que impressionou a própria Pitty. Deu pra notar também que das novas, foi “Água Contida” que a galera se identificou melhor (tirando “Me Adora”, lógico, que geral já conhece).
E o caos chegou ao seu ápice em “Pulsos”. A galera começou a subir no palco aos poucos, mas os seguranças logo arremessavam as pessoas de volta ou tiravam por trás. Aí a Pitty mandou deixar a galera pular. Pronto. Geral invadiu o palco, sem nem pensar no que estavam fazendo. Todo mundo queria encostar nela, o que acabou atrapalhando muito. Teve um cara que a atropelou, desligou o microfone, teve gente que desligou a guitarra, desregulou os pedais… No final da música, ela saiu do palco e a gente perdeu o bis. Sem chance dela voltar, infelizmente.
Arranhões, dores e hematomas. Além da chuva, são as únicas coisas que eu tenho de testemunha sobre um show perfeito. Deu pra matar um pouco da saudade, mas sabe aquela vontade de que não termine nunca? Pois é, ela ainda tá aqui.

Post tags:

Show em Divinópolis, cidade a 120 km de Belo Horizonte, lotamos um ônibus de viagem, junto com a galera do FC Pitty BH, e fomos simbora.

Ingressos esgotados desde o inicio da semana. E o Hangar é irado! Com vários ambientes, pista de dança, e o lugar do show. O palco era maneiro, sem grades*, e o espaço reservado pro público era ideal para que houvesse uma aproximação com a banda.

Chegamos um pouco mais cedo, mas a pista já tava bombando, o que serviu pra esquentar a galera pro show. E QUE show!No que se refere ao set-list, percebo que esse show de Divinopolis foi um presságio dos shows de Lançamento. Abriram com 8 ou 80, o que já surpreendeu a maioria que estava ali. E que delícia ver um show sem saber o que estar por vim, por estar ouvindo a maioria das músicas ao vivo pela primeira vez! E sim, o set em sua maioria foi baseado no Chiaroescuro, o que fez com que muita gente que tava ali pra ver hits, ficasse um pouco perplexa. Aliás, foi engraçado ver uma pá de gente que foi ali pela balada em si, e que não comungavam com o show, hê hê hê. Mas mesmo essas pessoas fizeram sua parte cantando em coro os sucessos, ainda mais quando a banda tocou “Equalize” e “Na sua Estante” num supetão só! Era quase palpável a energia que fluía ali reciprocamente!

No quesito técnico,foi tudo lindo: som ótimo,altasso, do jeito que tem que ser; os efeitos de luz, já mais baseados na estética P&B,lindo,lindo,lindo!

E a banda no palco, de fato, mais coesa do que nunca, o que é louvável num início de turnê, em fase de experimentações dos arranjos ao vivo e tal.

17 músicas depois, geral bobo de felicidade, e por isso mesmo, ainda despejamos o restinho de energia na pista de dança, antes de voltar pra casa mortos no busão!

*Mesmo sem grade, ninguém se arriscou a dar mosh. O que levou Pitty a perguntar no finalzinho do show: “E aí? Ninguem vai dá mosh mesmo não?” hahahahahahaha

Set-List:

8 ou 80

Memorias

Medo

Fracasso

Admiravel Chip Novo

Semana que Vem

Me Adora

Desconstruindo Amelia

Agua Contida

Brinquedo Torto

Equalize

Na sua Estante

Mascara

Trapezio

Todos estão Mudos

Pulsos

Plus: Martin cantando Bom Brasileiro, do Cachorro Grande

Resenha por conta da Renata, Representante do PFC-MG! Valeu, Rê!

Post tags:
Entrevista maravilhosa que encontrei no site da Revista TPM. Lá na página deles tem mais fotos, desde a infância da Pitty. Uma daquelas entrevistas que diz várias coisas que nós, como fãs, já estamos cansados de saber; mas que é uma delícia de ser lida assim mesmo. A Pitty está super natural e mandando ver nas respostas.

Enjoy!
Texto por Renata Leão

TPM92_VERMELHAS011

Ela começou a gostar de rock no auge da lambada e, com 16 anos, organizava festivais de hardcore em Salvador. Sempre exceção em ambientes tipicamente masculinos, Priscilla Novaes Leone, a Pitty, extrapolou limites e se tornou a única roqueira brasileira dos tempos de hoje.

Pitty é do rock. Não é de se estranhar, então, que tenha marcado o encontro com a reportagem da Tpm em um pub escuro e escondido na rua Augusta, em São Paulo. Bem longe da badalação dos Jardins, perto de onde o centro da cidade ferve. Ela se aproxima e denuncia, com seu 1,60 metro, ser bem menor do que parece na TV. Pitty veio daí, de “pititica”. Assim que começa a falar, mostra que está muito mais para amiga divertida do que para o mulherão que encarna quando sobe nos palcos para tocar guitarra e cantar coisas como “Medo escorre pelos meus dedos/ Eu lambo os dedos/ E saboreio meu próprio medo”.

Os 31 anos de vida são poucos, mas suficientes para que, por duas horas e meia, Pitty se faça entreter com sua história. Nasceu em Salvador em 1977, em uma família bem humilde. Nunca estudou inglês nem fez cursos de música. Sempre teve sede de conhecer as ruas, o mundo e a si mesma. Aos 12 anos foi morar com os pais em Porto Seguro, em pleno auge da lambada. Se jogava nas baladas com saia rodada – ao mesmo tempo em que descobria Sex Pistols, Deep Purple e Metallica. Não havia quem a controlasse: pai, mãe, namorado. Queria ganhar as rédeas de sua vida.

Assustada com a precocidade da filha – e separada do marido –, sua mãe a levou de volta a Salvador, onde achava que a menina tomaria jeito. Engano. Jeito ela tomou pelo rock. Aos 16 anos, época em que trabalhava num estúdio de jingles, se juntou aos quatro integrantes do Inkoma, banda soteropolitana que representava a cena hardcore da época. Saiu de casa, foi morar com o namorado (na época o Duda, seu baterista até hoje) – e se virou em mil para conseguir gravar uma demo e fazer com que sua voz saísse da Bahia e chegasse ao Rio. Chegou, exatamente no estúdio da Deckdisc, gravadora independente pela qual a baiana lançou seus quatro álbuns: Admirável Chip Novo (2003); Anacrônico (2005); {Des}Concerto ao Vivo; e o mais recente, Chiaroscuro (2009).

Do underground de Salvador para as paradas de sucesso – Pitty coleciona cinco Discos de Ouro e dois de Platina, sem contar seu novo CD –, a roqueira precisou persistir. “O cenário musical em 2002, 2003 era insosso. Não tinha nada muito forte rolando e eu queria chegar com tudo. Estava nas ruas, sabia o que a galera queria ouvir”, conta. Insistiu para que a gravadora a deixasse chegar ao mercado como achava que deveria: acompanhada de guitarras pesadas e letras “nem um pouco fofas”. Não queria fazer sucesso só pelo sucesso. “O mais fácil sempre me apavorou”, garante. Fácil ou não, o fato é que Pitty é um sucesso. O clipe da música “Me Adora”, por exemplo, foi o vídeo mais comentado, mais bem avaliado e mais visto no mês de agosto nos canais de música do YouTube.

A paz que ela não sente
Pitty também fica apavorada quando se pega incomodada por ter engordado alguns gramas ou tem seu figurino criticado. “É muito fácil ser absorvida por esse ideal de beleza. Tomo cuidado pra não entrar nessa”, diz ela, que prefere se jogar com os amigos numa pizzaria a “jantar folhinhas e acordar sequinha”. Em 2007, a roqueira vivenciou os piores momentos de sua vida. Engravidou, se assustou com a notícia e, quando estava feliz com a ideia, perdeu o bebê e o chão. Ao mesmo tempo, descobriu a força de seu namorado – hoje marido –, Daniel Weksler, baterista do NX Zero, oito anos mais novo que ela. “Foi quando vi que o pirralho era um homem”, lembra. Na entrevista a seguir, você entende como é que a baiana do rock se relaciona com sucesso, dinheiro, família, imagem e cabeça: “Sempre me senti agoniada. Até hoje não conheço a paz”.

Tpm. A música que abre seu novo disco, “8 ou 80”, diz: “Todo mundo tem receio/ Do que vê na frente do espelho”. Qual é seu grande receio? Pitty. Você assistiu a Vicky Cristina Barcelona? Sabe aquela hora que a Maria Elena [Penélope Cruz] fala pra Cristina [Scarlett Johansson]: “Insatisfação generalizada. É isso que você tem!”? Naquela hora eu me dei conta: “É isso que eu tenho!”. Nunca estou satisfeita com nada, sempre acho que pode ser melhor, estou sempre buscando uma coisa que eu não sei nem o que é. Os especialistas chamam de angústia.

Nas suas fotos dá pra ver que você muda muito fisicamente. Como lida com o corpo, com a imagem? Sempre acho tudo uma merda. Tenho uma coisa de autoestima pra resolver. Por mais que eu seja muito segura em algumas coisas, por outro lado tenho esse desejo de me gostar mais. Quando era magra achava que era muito seca, sem perna, sem bunda. Aí quando engordo um pouquinho fico achando que meu braço está muito redondo.

Isso te tira o sono? Gostaria de ser mais regrada, mas não consigo. Tenho pena de ir num jantar com meus amigos e comer folhinha. Acho que esses momentos valem mais do que estar no outro dia magérrima. “Deixei de tomar duas taças de vinho, mas minha barriga tá sequinha.” É tudo escolha.

Sua imagem está sempre na TV, em revistas. Isso te faz ter cuidados que não tinha antes? Às vezes. Mas tomo cuidado com a paranoia. Mulher que tem uma vida corrida volta e meia fica com a perna cabeluda, a unha descascada. Eu passo por isso e procuro barrar aquele sentimento de “ai, que desastre!”. Só que a gente é tão bombardeada com a imagem da mulher perfeitinha que às vezes eu digo: “Pera aí, isso não é meu, não sou eu”.

O que é a imagem perfeita? A que as pessoas me cobram. Tá cheio de veículo que vai cobrir uma premiação de música e solta coisas tipo “a Pitty estava mais gordinha”. Nessa hora eu penso: “É nisso que as pessoas reparam? Se a pessoa tá magra, com a roupa da moda?”. Que valores são esses? É fácil ser absorvida, entrar na paranoia do “ai, tô gorda” ou “ai, preciso de tal estilista pra que todo mundo fale da minha roupa”.

Você tem alguma rotina? Nenhuma.

Sente isso no corpo? Sim. Não ter horário pra nada dá um desgaste, um cansaço. E, quanto mais o tempo passa, isso pesa mais. Aos 20 e poucos era diferente. Pratico ioga há algum tempo e isso me dá certo vigor, uma sensação de energia.

Como descobriu a ioga? Os meninos da banda que começaram, com uma professora particular. Eu achava uma coisa boba, lenta. Um dia fiz uma aula e falei: “Caralho, o negócio é pesado!”. E olha que já tinha feito muito circo em Salvador. Ioga é punk. Você sente o corpo inteiro. O que me cativou é que não é só exercício e sim uma parada que faz prestar atenção na respiração. Fora isso, você faz mais xixi, vai mais ao banheiro, o organismo funciona melhor. Achei do caralho. Dá um eixo à minha vida desregrada.

Você já barbarizou muito? Muito.

Em que sentido? Nem foi de sexo e drogas. Era de não querer regras. Ficava mal de me sentir controlada. Aquela arrogância da adolescência. Ao mesmo tempo, não era idiota, não me metia em confusão. Nessa época descobri a maconha. A galera fumava, eu não tinha vontade. Se todo mundo fumava, queria ser do contra. “Não fumo”, sabe?

O que sua mãe fazia? Trabalhou como vendedora de sapatos, com uma série de coisas. Parou para ajudar meu pai num restaurante que ele tinha. Depois disso foi ficando mais em casa, aí nasceu meu irmão, dez anos mais novo que eu, e ela virou dona de casa. E, depois que se separou do meu pai, passou a viver da pensão alimentícia, que é a maior roubada que uma mulher pode fazer.

Que lembranças você tem da infância? A gente era uma família humilde, tudo de grana era apertado. Estudava em escola particular porque tinha bolsa. Fazia dança no Sesc porque era barato. Mas quando era criança eu não me importava. Só queria brincar.

E brincava? Muito, na rua. Morava no centro de Salvador, num apartamento micro. Depois a gente mudou pra um lugar mais legal. Era uma rua tranquila, então eu, basicamente, brincava. Depois, mais adolescente, fomos morar em Porto Seguro.

Em pleno auge da lambada? Exatamente, 1990. Beto Barbosa, Kaoma, sainha rodada. Tinha duas lambaterias que ferviam na praia. Era a única balada que tinha e eu ia com tudo. Me apaixonei pelo rock lá, nesse ambiente totalmente improvável.

Como isso aconteceu? Foi o começo da minha vida mundana. De descobrir quem eu era. Já tinha escutado algumas coisas de rock, minha mãe gostava de Beatles e de Raul, mas nessa época caíram nas minhas mãos umas fitas K7 e comecei: Pinky Floyd, Metallica. “O que é isso? Que vigor!” Bateu.

Você assistia à MTV? Pouca gente tinha lá em Porto porque era sinal UHF. Uma vez, porém, eu descobri “um canal só de clipe”, na casa de uma tia. Fiquei chocada. Era a época do Dee Light, do Information Society, do Nirvana. Festa de Natal na casa da tia, todo mundo na sala, e eu lá, na frente da TV, obcecada pelo Faith No More.

Seu pai tocava na noite? Sim, era o violeiro do boteco. O cara que tocava Raul, Geraldo Azevedo, Alceu Valença. Todas as pérolas do cancioneiro popular.

Você cantava com ele? De vez em quando, mas não era oficial. Ainda não tinha ideia de quem eu era, muito menos de que queria trabalhar com música. E nessa época meus pais estavam se separando, e eu me afirmando como dona da verdade. Minha mãe com meu irmão pequeno, e eu louca pra conhecer o mundo, saber como era ser adulta.

Por que voltaram a morar em Salvador? Acho que minha mãe ficou com medo do que eu podia virar em Porto Seguro. A gente voltou e toca eu conquistar uma turma, um espaço, tudo de novo. Até que achei uma turma que andava de skate, gostava de Nirvana e Faith No More. Falei: “É essa galera”. E foi a fase grunge da minha vida. Andava de bermuda, camiseta e falava “E aí, tudo bem?” [imitando voz de menino].

E a relação com sua mãe? Era difícil. Tivemos umas fases tristes, de se xingar de formas que eu não xingaria nem uma pessoa que odeio. Hoje penso: “Cara, quanto desespero de ambas as partes!”. Pra mim era uma coisa de: “Você não me entende, não tem a menor vontade de saber quem sou e o que penso”. E aos poucos fui me afastando de casa. Só ia lá trocar de roupa. Dormia na casa dos namorados, dos amigos.

Você tinha uns 16 anos? Por aí. Foi quando arrumei meu primeiro namorado, um garoto dessa turma do skate. Me apaixonei perdidamente. E tive uma puta decepção, foi o cara mais escroto da minha vida. Descobri que ele tinha outras, que botava os amigos na janela pra ver a gente transar, uma merda! Perdi a fé na raça humana. Primeiro tem a imagem do pai, que abandonou sua mãe. Depois acontece isso. Leva um tempo para dissociar.

Post tags:

Abdicando da minha personalidade silenciosa – quando é para falar algo muito pessoal -, vou tentar fazer uma “breve” narrativa sobre o último show que a Pitty fez em Porto Alegre, dia 4 de outubro.

Mesmo sabendo que Pitty faria show em Santa Maria e Chapecó, cidades localizadas muito mais perto da minha cidade natal e da que estou morando atualmente, resolvi ir pra Porto Alegre. Ok, podem dizer que eu sou louca, já que Chapecó fica a 130 km daqui, e Porto Alegre 500 km, mas cada louco com a sua mania e eu queria ver o show com o PFC, vou fazer o quê!

Então depois de 6 horas de ônibus (fiquei muito feliz por isso, já que de Campo Novo eu levo até 11 horas pra chegar a Porto Alegre!) lá estava eu pronta pra mais um show. Como eu sei que não posso ir todas às vezes pra Porto Alegre, tento aproveitar o máximo do máximo da situação. 

Dessa vez, a boa alma que me acompanhou pra fila foi a Leti. 13h30min da tarde e lá estávamos nós indo pro Pepsi On Stage. Não adianta, show sem fila não é show. Pode não ter ninguém que eu conheça, mas eu adoro ficar lá, plantada, esperando (cada louco com a sua mania 2). Confesso que a fila tava meio chatinha dessa vez, mas eu não vi o tempo passar, nunca vejo. Quando o resto da galera do PFC chegou, aí é que o negócio ficou animado: várias lembranças dos shows de 2004 (onde eu e a Mi nos conhecemos), retrospectiva e análise total dos discos, músicas preferidas do Chiaroscuro, quem ainda não conhecia todas as músicas, mas tava lá, pra fazer valer a camiseta.

E eu com a minha eterna briga pela grade. Sim, sou muito chata. Porra, vou a show uma vez por ano, então eu preciso realmente VER a banda, não me peça pra ficar lá na pqp que eu vou dar um jeito de chegar na frente, nem que seja engatinhando.

Mas até que não foi tão difícil de me convencerem que não adiantava eu sair correndo, porque se falássemos com a banda, seria antes do show. Tudo bem. Entrei no Pepsi On Stage civilizadamente e ficamos na lateral, num murinho bem confortável pra esperar a passagem de som. Eu tava bombando. Andei por tudo, achei aquele banheiro genial (tinha papel higiênico!), só a cerveja que era muito cara. Porra, os caras estavam achando que aquilo era Zona pra colocar um preço daqueles.

O Tio nem bola pra passagem de som, ouvindo música com os fones de ouvido, as gurias mandando eu me acalmar porque eu tava inquieta esperando ver a Juju aparecer em algum lugar e a Jack Off começa a tocar. A música era chatinha, confesso, mas acho muito deselegante vaiar banda de abertura. Tudo bem que a gente tava cagando pra eles, mas liberem os guris pra tocar, gente.

Mais um pouco de passagem de som e eis que a banda e produção surgem (foi necessariamente nessa ordem??? Puts, eu não consigo lembrar). Dei um berro pra Juju, que gentilmente fez um sinal para eu esperar e logo ela voltou, falou comigo, com a Mi, organizou o pessoal e backstage: here we go. É sempre bom falar com a Pitty e os meninos. É uma reciprocidade massa. Fotos novas, autógrafos, algum papo sobre alguma coisa que eu não lembro e a prova de que o tempo passa e a admiração só aumenta.

E o Hique Gomez? Puta merda, eu simplesmente VOEI no pescoço do cara! Perda de controle a parte e alguns minutos depois, a Juju, mais uma vez, nos surpreendeu quando disse que iríamos ficar entre o palco e a grade. E olha que eu já tava bem conformada em ficar no fundo! Hehe!  Com uma boa vontade gigante, ela falou com alguém do evento que nos colocou na frente de todo mundo, é mole? Ver o show com a cara grudada no palco foi muito afudê! Muito massa o que ela fez pela gente!

Enfim, o show! Porra, e que SHOW! Eu fui com o propósito de voltar pra casa quebrada, com câimbra, exausta e sem voz - eu precisava daquele show, só eu sabia o quanto aquilo era importante pra mim naquele exato momento. É uma das únicas ocasiões que eu tenho total paixão em ser platéia (e tb tenho até 2012 pra me adaptar à reforma ortográfica). Ver a Pitty ali faz todo o sentido. Não tem entrevista em programa de televisão e nem CD ouvido no fone que seja mais digno que a atuação no palco. Não me satisfaço só com isso. Eu quero suar, gritar, dançar e fazer parte.  Eu quero ver a atitude de palco deles. Eu quero ouvir os instrumentos ao vivo, e foda-se se o som não estiver bom, tudo limpinho eu ouço quando chegar em casa. E a cada show eu percebo a dificuldade que eu vou ter, caso um dia precise parar com essas viagens malucas e fora de horário. Acho que a Pitty vai ter que me aguentar por muito tempo ainda…hehe

Uma hora e pouco de show MASSA! Muito, muito foda!!!!!!

Hique Gomez tocando junto Água contida foi um negócio brutal, orgasmos múltiplos; não consigo explicar o que essa música faz comigo. Na verdade, eu consigo, mas isso é um outro assunto. E o cara é gênio, confesso que fui rezando daqui até Porto Alegre pra ele tocar junto no show, hihi

Ainda não era o show da turnê oficial do Chiaroscuro, mas o set list tava muito bala. Sinceramente, acho que eles escolheram muito bem quais músicas tocar de cada disco.

Problemas técnicos e atrasos? Ah, já tem muita gente que não tem o que fazer e só sabe reclamar, então eu passo essa pra eles.

Pra finalizar (UFA!), espero que outro show como esse do dia 4/10 role o mais breve possível! Ver o show com o PFC é sempre foda. Já fui a alguns shows sozinha, e podem ter certeza que não tem a mesma graça!

 

that’s all, folks!

 

beijo, Carol

 

PS: Eu disse que ia TENTAR ser breve, mas nunca consigo essa façanha, hehe :)

Post tags:
Intitulado ‘Pum!’, álbum pode ser ouvido em streaming na web.
Disco tem gravações inéditas inspiradas no universo infantil.
A gravadora Deckdisc está lançado uma coletânea digital em homenagem às crianças. Intitulado “Pum!”, o álbum reúne gravações inéditas inspiradas no universo infantil.
A banda Pato Fu compôs para o projeto a faixa “A barata”. O Strike escolheu o clássico “Mamãe eu quero”, e o Vivendo do Ócio gravou “Carimbador maluco - Plunct Plact Zum”, hit de Raul Seixas que marcou a vida de quem foi criança nos anos 80.

“Pum!” traz ainda a primeira gravação solo de Jimmy, vocalista do Matanza, exclusivamente para o projeto. Ele canta “Pense nisso quando me soltar”, uma parceria com Renato Martins e Fernando Oliveira, ambos da banda carioca Canastra.

Pitty também faz parte da coletânea com “Just now”, versão em inglês de “Só agora”, do álbum “Chiaroscuro”, assim como o Cachorro Grande, com “Impossível sem você, amor”, inédita que acabou não entrando no CD “Cinema”.

O disco tem Catch Side cantando “Sou como sou”, Roberta Campos com “Até o fim” e Os Pedrero com uma versão especial do hardcore “O motoqueiro doido”.
“Pum!” pode ser ouvido em streaming no site da Deckdisc.
Agradecimento ao Johny Moraes (Equipe de Apoio do PFC-RJ)  e Marília DIniz (Representante do PFC-CE) por enviar a notícia
Post tags:

Aproveitando que a gravação do álbum “Chiaroscuro”, lançado em agosto, foi acompanhado através de posts na internet, a cantora Pitty já coloca no mercado, ainda esse mês, o DVD “Chiaroscope”, com as imagens das gravações.

O documentário foi filmado, dirigido, editado e teve roteiro de Ricardo Spencer, com quem a cantora já trabalha em seus videoclipes. Além das 11 músicas que estão em “Chiaroscuro”, que aparecem com vídeos feitos durante as gravações no estúdio Madeira, o DVD traz três faixas inéditas.

Uma das três músicas inéditas é “Just Now”, uma balada, que traz Pitty cantando em inglês.

Uma das influências para a produção de “Chiaroscope” foram os vídeos experimentais dos anos 60.

“A ideia era fugir do asséptico de atualmente, sem medo de usar micro-câmeras, mini dv, celulares e também high definition, por que não?”, comenta o diretor.

Fontes: Rock em Geral, Cidade Web Rock

No último domingo, dia 04 de Outubro, a capital dos gaúchos recebe novamente a cantora baiana Pitty, fazendo uma espécie de pré-estréia do seu novo show, “Chiaroscuro”. O Pepsi On Stage Tour evento, promovido pelo Kzuca, Pepsi e Opinião Produtora, contou com uma série de singularidades e características nada usuais.Primeiramente, surpreendeu o horário da apresentação: 18h. Perfeito, se a intenção era promover um horário civilizado para que os pais levassem seus jovens filhos para a apresentação. No entanto, após a abertura no horário previsto, o público foi exposto a passagem de som. Foram duas horas. Testes e mais testes de bateria, baixo, guitarra, vocal alem, é claro, de alguns palavrões dos roadies. Causaram irritação, cansaço e gritos de “Falta de respeito!!!”.

Ainda havia uma banda de abertura. Os garotos catarinenses do Jack Off subiram ao palco as 19h55, após uma breve apresentação de Fredi “Chernobyl” Endres, DJ e guitarrista da banda Comunidade Nin-Jitsu, que pediu respeito à banda que foi escolhida no concurso Pepsi Música 2009.

Os garotos, bastante jovens, demonstraram talento executando um Rock and Roll de excelentes influências e músicas próprias bem construídas. No entanto, as condições adversas e a falta de experiência falaram mais alto. Bastante nervosos (talvez em função dos atrasos e de enfrentarem um público já um pouco hostil) a banda se perdeu em alguns momentos, principalmente na execução do clássico “Rock and Roll All Nite”, do Kiss. Trata-se de uma galera talentosa, mas que ainda não teve tempo de evoluir.

Mais quarenta minutos de troca de palco e acertos no som e as 21h05 sobe ao palco a atração de fundo: Pitty. Ovacionada por sua presença, mas nem tanto pelo som que apresentou. O início com “8 ou 80”, música do novo álbum, foi um equivoco, um início frio depois de três horas de espera. A explosão esperada de um show da cantora só veio na segunda música, “Memórias”, do segundo álbum, “Anacrônico”. Esta, sim, botou o Pepsi On Stage abaixo.

Essa dualidade entre as músicas do novo disco, ainda desconhecidas do grande público, e seus grandes sucessos já gravados no inconsciente coletivo do público mais jovem se estendeu por toda a apresentação, exceto por conta de “Me Adora”, sucesso na MTV e nas rádios de todo o país.

“A gente ta muito feliz de tocar aqui de novo”, comentou a cantora. “Esse não é exatamente ainda o show do ‘Chiaroscuro’, mas a gente vai tocar um monte de músicas desse disco hoje. Agora nós vamos tocar duas músicas do primeiro disco”, anunciou antes de “Admirável Chip Novo” e “Semana Que Vem”. Naquele momento ficou comprovado que o primeiro álbum ainda é o responsável pelo sucesso da banda e pelos pontos mais altos do show.

Outro destaque foi um convidado muito especial. “A gente tem um convidado hoje… vocês conhecem o Tangos & Tragédias?” e chamou ao palco Hique Gomez para “Água Contida”, faixa na qual o gaúcho gravou o violino. Sob os gritos de “Ah, Eu Sou Gaúcho”, a banda executa a canção de forma impecável e belíssima. Hique se entrosou perfeitamente, bastante animado e pulando no palco. Parecia fazer parte da banda há bastante tempo. “Só Porto Alegre vai ter isso hein, gente?”, sorriu a cantora.

Após as baladas “Na Sua Estante” e “Equalize”, cantadas em coro do início ao fim, o encerramento, com apenas 1h20 de show, contou com “Máscara” e “Pulsos”. Não houve retorno para um bis. Muita gente não lamentou, em função do cansaço. Eram 22h20.

Mas o grande destaque do show foi, infelizmente, a qualidade do som. As mais de 2h de passagem de som desrespeitosa em frente ao público não foram suficientes para que fosse feito um bom trabalho. O teto metálico do local, de fato, não é o mais apropriado nesse quesito, mas o que aconteceu no último domingo extrapolou todos os limites. Foi um dos piores sons que esta equipe já teve a oportunidade de presenciar. Incompetência e falta de respeito são termos muito suaves para tentar definir em palavras um resultado tão ruim. Não era possível discernir os instrumentos, tampouco o vocal. As letras das músicas do novo álbum eram incompreensíveis. Tudo por causa de quesitos técnicos, afinal, a banda fez a sua parte. E muito bem.

Por: Marcel Bittencourt
Para ver fotos, clique aqui.

Fonte: POA SHOW

Post tags:

Fiz um repost do material que havia colocado sobre a entrevista com o Alex, e removi o original, para ver se me livro de um filho da p*t* que está mandando centenas de spans em cima dela.

Se não der certo, vou apagar de vez.

Tio Rico

Post tags:

A Pitty deu uma entrevista memorável no programa “Por Trás da Fama” do canal MultiShow da Globosat, conduzido pelo jornalista Alex Lerner.
Entrevista imperdível, mesmo!!
Sempre esqueço que as pessoas podem deixar de ver, não apenas por ter outra coisa para fazer, mas por não terem o Multishow.
Pena mesmo que é em canal fechado, pois ela teria muito a ganhar com uma divulgação maior.
E sorte que tem a internet, o YouTube, e gente como o MircMirc que disponibiliza lá para vocês.
Na minha opinião, a melhor entrevista, “ever and ever”, da Pitty.
Foi dessas entrevistas que, quando olharmos para trás, veremos que foram significativas.
Material de fato digno de “Rolling Stone“, para cima, hihi.
Diferente de muitos que se apresentam, o Alex Lerner realmente é um entrevistador excelente e sensível, que sabe perguntar sem ser invasivo e deixar os entrevistados à vontade.
Por seu lado, a Pitty atingiu maturidade e tranqüilidade suficientes para falar abertamente sobre qualquer assunto.
Ela passou sua sensibilidade de uma forma que quem não a conhece fica surpreso, como ficou o Alex.
Finalmente vi passarem a pessoa carinhosa e sensível, sem ser piegas, que ela realmente é, e apenas quem conhece melhor tem acesso, e que estas entrevistas, com gente incapaz e preconceituosa, nunca permitiram ver.
Se existe muito mérito do Alex, que é ótimo, também estou atribuindo a uma maior tranqüilidade dela em se expor um pouco mais, o que é muito bom, mantendo a sua verdade, que sei que ela preserva tanto e que eu sempre busco reforçar no PFC.
Uma entrevista realmente para superar todos os “preconceitos” a respeito dela, que a gente sempre reclama por lá.
Quem é fã da Pitty e não viu, não deixe de ver, pois nosso amigo MircMirc, eficiente e ativo como sempre, disponibilizou, em 3 partes, a entrevista na íntegra no YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=kof2iUmKbI8
Abaixo, apenas um pedacinho, do Multishow, onde ela fala sobre o carnaval, hihi.

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM921246-7822-UMA+BAIANA+QUE+NAO+GOSTA+DE+CARNAVAL,00.html
Beijos e abraços.
Tio Rico
Fundador e Moderador do Pitty Fã Clube
ricardo@pittyfaclube.com.br

Post tags:

No dia 06 de julho de 2007, no Citibank Hall, em São Paulo, foram gravadas as cenas do que mais tarde iria se tornar o ábum {Des}Concerto Ao Vivo. O efeito deste álbum foi semelhante a reler um diário antigo e fazer algumas novas anotações em algumas páginas. O {Des}Concerto é composto de músicas dos dois primeiros álbuns da Pitty (Admirável Chip Novo e Anacrônico) e de três músicas inéditas; sendo que uma delas, Seu Mestre Mandou, já era apresentada ao vivo desde o ano de 2004. A partir daí, iniciou-se uma turnê que terminou no dia 20 de dezembro no Circo Voador, Lapa, Rio de Janeiro.

O encerramento da turnê revirou o diário de cabeça para baixo. Várias músicas inesperadas, como Só de Passagem (do álbum ACN) e Deus Lhe Pague (cover de Chico Buarque), foram incluídas no repertório. A banda estava agindo de forma completamente espontânea em cada detalhe. Assim, rolou até Cachorro Grande improvisado pelo Martin no meio de Máscara, enquanto Pitty apenas assistia sentada no palco. E por falar em improvisos do Martin, ele também tocou a clássica I Will Survive e ganhou uma inesperada lambida do Joe. Além disso, a banda tocou várias músicas que não estavam no repertório na medida da própria vontade. Mas o show não foi feito só de surpresas. Pitty, Martin, Joe e Duda apresentaram de forma magnífica as músicas clássicas da turnê (como Pulsos e Malditos Cromossomos, as inéditas), com uma energia fora do comum. E o público respondeu perfeitamente a todos os estímulos. Havia uma faixa na qual se lia “Obrigado por nos tornar melhores”; agradecimento que ela retornou aos fãs, sorrindo. Assim, em harmonia total, aconteceu a despedida de uma turnê que resumiu e aperfeiçoou os primeiros cinco anos da carreira solo da Pitty. E ela não deixou o palco sem prometer que voltará dessas “férias” tentando fazer cada vez melhor.

E todos os fãs e admiradores confiaram na palavra dela e deixaram o Circo Voador já esperando o momento de começar tudo outra vez.

Um Festival como Joinville nunca viu.
A primeira edição do Joinville Mundo Pop marcou certamente.
A cidade sempre foi desprovida de tamanhos eventos,
que obtivessem esta grande diversidade musical.
O mesmo foi realizado nos dias 12/12,e 13/12 data em que a banda Pitty apresentou-se.
A banda havia apresentado somente um show na cidade,no dia 30/10/2005.
E três anos após estavam todos lá,novamente.
A estrutura do local é de:10.000 m² do Complexo Megacentro Expoville.
Fiquei sabendo que as sete da manhã já existiam pessoas presentes na fila,
pelo qual a maioria esperava pelo show da banda.A expectativa era grande!
E a banda realmente possuí um público forte e companheiro.
A banda subiria ao palco as 22:45 e se houve atraso,não foi significante.
Eles não haviam nem se quer saído do camarim e só de começar a música
de anuncio,o público gritava com todas as forças!
O clima no camarim era de tranqüilidade
,paz e respeito,eu diria.
Enfim a abertura,todos explodindo de felicidade,eufóricos.
Assisti o show relativamente longe,mas aproveitei igual.
Uma cena bala foi encontrar minha ex-professora curtindo o show!
E até mesmo ver que pessoas de diferentes estilos também
aproveitaram,e assinaram em baixo.
Quem não havia visto um show da banda,curtiu e pelo que vi
certamente iria de novo.E mesmo com tantas diferenças,não houve brigas.
Enfim,valeu a pena!

Fotos:http://pittyonline.net/fotos/thumbnails.php?album=463

beijos
Mônica P.
moniquinhapt@yahoo.com.br

Quando soube que teria Pitty no Joinville Mundo Pop, não parei p/ pensar, decidi de imediato sair do Rio Grande do Sul e ir até Santa Catarina presenciar mais um show. Tive que encarar 10 hs de viagem de bus p/ ir e voltar, mas valeu a pena, o show foi foda, entrei no camarim, bati foto com Pitty, Duda e Joe. Só faltou com o Martin pq eu não vi ele, o camarim tava todo escuro apenas com luz de velas. Não vi o Martin lá dentro, queria me matar depois que saí de lá e me falaram que ele tava lá dentro….

Durante o show, Martin começa a tocar Deja Vu e Pitty pede p/ parar, pois na letra dessa música fala de chuva, e a chuva não foi boa naquele estado, e em respeito ao povo de SC, eles não iriam tocá-la naquela noite.

set list

anacrônico
memórias
i wanna be
pulsos
semana que vem
deus lhe pague
malditos cromossomos
equalize
brinquedo torto
na sua estante
cover
cover
máscara (no meio cover do pink floid e bom brasileiro)

ignoring u

a saideira

O show foi ótimo , mas nem se compara com o do opinião em POA, aquele sim ficou pra história.

Post tags: ,

Galeera!
como ontem nao consegui postar aqui ..eu volteeei!!  \o/

Feliz aniversário Tio Ricardo (30/11)
Tudo de Bom querido!
Beijos

Giô Cecchini de Almeida
giocecchini@yahoo.com.br
Moderadora Pitty Fã Clube

Post tags:

Dando continuidade ao post do Rico ali embaixo…

Só existe uma palavra que defina o show por completo - SURREAL. Primeiro dos 15 shows que fui em que decidi ir pra me jogar, sem grade, sem fotos… apenas curtir… roda no meio foi clássica, só faltou rolar em equalize tb rsrsrs. Banda solta no palco, galera cantando e mandando tudo que podia como se fosse o ultimo show que veriamos. Suor escorrendo, perdendo o fôlego em cada pulo, cada grito, lavamos a alma.

Com direito a lisergias no repertório… cover de pink floyd em máscara, músicas de épocas em que  muita gente dali, inclusive eu, nem pensava em ser espermatozóide ainda rsrs… e bom brasileiro cantada por Martin…

Conseguimos entrar no camarim pós show… e a coisa mais fóda que pude ouvir foi Pitty dizendo que era shows como aquele, em que a galera se doa ao máxmo, que fazem eles continuarem… e que o nosso sul é foda… e tocar em POA (opinas) é como tocar em casa.

nada mais a declarar…

Agradeço as companhias de sempre do pessoal do pfc-sul - deh, rico, mi, lipe, rafa, dai… e aguardo o próximo com lembrança, fotos e hematomas p contar história rsrsrs.

beijos

Leti - leticha@gmail.com

Set list pra quem quer conferir (fora de ordem pq n lembro)

anacrônico
memórias
deus lhe pague
déjà vu
brinquedo torto
a saideira
admirável chip novo
semana que vem
ignorin’u
equalize
malditos cromossomos
na sua estante
cover1 (não conheço)

Another Brick in The Wall (pink floyd)
i wanna be
pulsos
máscara

Bom brasileiro (cachorro grande)

PS: a mi me deve uma ceva rsrsrsrs

Post tags:

Pitty no Opinas é sempre de matar a pau!
Que show! Em todos os sentidos.
Começando com um lance de solidariedade, que a Giô falou no post abaixo, e que apesar da divulgação limitada parece ter tido um bom resultado. Quando eu entrei e entreguei minha colaboração, tinha uma “baita” pilha de mantimentos para o povo de SC. Muito legal!
Depois a integração dos gaúchos com a Pitty sempre é foda! É coisa de coração, de ritmo mental, de troca de carinho permanente.
E este show estava mesmo lotado, com muito mais gente que o de 2006.
A parte musical, como sempre, arrebentando.
Com direito à musiquinha dos 80, que se o Tio Rico aqui lembrava, a galerinha nascida “mais recentemente“, hihi, também curtiu muito.
Tá, tava um calor de fazer baiana achar quente, hihi, mas também era calor de alma.
Bem, show foda, companhia foda, música fodíssima, tudo de bom!!
Agradecimentos à Leti e Mi, que não descansaram enquanto a gente não conseguiu contato com a produção. À Cida e toda equipe da Pitty pelo carinho de sempre. E é claro à Pitty, querida como sempre, Joe, O CARA, hihi, Duda e Martin, sempre “cool“s e bem humorados, todos nos dando um carinho e paciência excepcional.
Ah, eu também estava comemorando, antecipadamente (30/11), meu niver de 46 primaverinhas, hahaha.

Pitty 
http://www.flickr.com/photos/tioricocampos/3068697722/

Beijos e abraços.
Tio Rico
Fundador e Moderador do Pitty Fã Clube
ricardo@pittyfaclube.com.br

Oii Gente!
É a Giô (moderadora do PFC)

Boa ação em um show de rock existe sim!
e aqui esta a prova!

Oi gentes, estaremos tocando amanhã no Opinião em Porto Alegre, e estamos felizes de poder voltar a essa cidade massa. Mas queria aproveitar a ocasião para fazer um pedido a todos que vão nesse show: o pessoal do Opinas está organizando uma “força-tarefa” para ajudar os desabrigados de Santa Catarina, que tem sofrido tanto com as chuvas e as enchentes. A situação lá está bem triste, com muitos mortos, desaparecidos e milhares desabrigados e sem comida. Então, se puderem, por favor, levem alimentos e roupas amanhã pro show da gente e entreguem na portaria do Opinião que eles vão se encarregar de levar até os catarinenses. Rock é bom, mas poder ajudar os outros é melhor ainda.
bjo grande, P.

Beijos
Giô Cecchini de Almeida
giocecchini@yahoo.com.br
Moderadora do Pitty Fã Clube

Post tags: ,

Gente!

Até que enfim, o Blog Oficial do PFC vai para o ar!
Levou um tempo para configurar, mas acho que vai ficar bom.
No momento apenas alguns posts de teste, para ver o funcionamento, mas logo vamos começar a ter mais coisas.

Claro que sempre vai depender da colaboração de vocês todos.
Quem estiver interessado em ser colaborador do Blog Oficial do PFC, mande e-mail para o endereço: ricardo@pittyfaclube.com.br
Estamos contando com a participação de muita gente, desta vez!

Beijos e abraços.
Tio Rico
Fundador e Moderador do Pitty Fã Clube
ricardo@pittyfaclube.com.br

Esse vidro fechado
E a grade no portão
Suposta segurança
Mas não são proteção

E quando o caos chegar
Nenhum muro vai te guardar
De você

Protótipo imperfeito
Tão cheio de rancor
É fácil dar defeito
É só lhe dar poder

Se tornam prisioneiros
Das posses ao redor
Olhando por entre as grades
O que a vida podia ser

Mas quando o caos chegar
Nenhum muro vai te guardar
De você

E é com a mão aberta
Que se tem cada vez mais
A usura que te move
Só vai te puxar pra trás
Vai te puxar pra trás

Post tags:

Post tags:

Tio Rico e Pitty

Antes do show no Coca-cola Vibezone 2008.
Gramado - RS - 16-08-2008

Como podem ver pelas caras e roupas, maior frio!! hihi

Abraços.
Tio Rico
Fundador e Moderador do Pitty Fã Clube
ricardo@pittyfaclube.com.br

Post tags:

est-ccz-13-07-2008

http://www.flickr.com/photos/tioricocampos/2675388868/

Post tags: